domingo, 22 de novembro de 2009

REVISTA - LEITURA QUE NÃO PODE FALTAR NA SALA


Para formar o hábito da leitura, é preciso respeitar as preferências dos alunos. O professor pode ampliar seu planejamento com momentos de leitura de revistas como a RECREIO que estão antenadas com as vivências do mundo infantil. Explorar no início da leitura textos como o índice, HQ, enciclopédia, entre outros, de forma compreénsível e constante, enriquecem o repertório do aluno e vão tornando-o íntimo de textos de seu cotidiano. É um momento de duplo de aprendizagem onde professor ganha novos conhecimentos sobre o universo infantil e o aluno começa a refletir e compreender a funcionalidade da escrita e da leitura.
Lembrem-se, para turma de alfabetização, leitura constante de revistas.
Abraços,

AGUÇAR ATRAVÉS DA LEITURA


terça-feira, 3 de novembro de 2009

GUIA DE EVENTOS

Toda sexta-feira, levo para a sala de aula um GUIA DE EVENTOS do fim de semana. Lemos alguns eventos da parte CRIANÇA e PASSEIOS. Seleciono eventos variados (teatro, cinema, passeios) que são gratuitos e então reescrevemos no caderno como forma de sugerir eventos de cunho cultural para as crianças que nem sempre tem acesso.
É uma forma de trabalhar a leitura com estratégia de seleção. As crianças estão se habituando e até sentem falta quando não lemos.
Na sala de aula é necessário trabalhar gêneros diversos que tenham realmente uma função social, senão a leitura não faz sentido. A diversidade em gêneros possibilita a formação de um comportamento leitor variado que se utilize de estratégias também variadas.
Um grande abraço,
Cris

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Evolução do trabalho...

Meninas, perdoem-me a ausência, não estava conseguindo me conectar há um bom tempo. Fora a sala de aula que como sabemos é muito dinâmica e não dá tempo de fazer nada.
Bom, estamos no meio de outubro, praticamente no terceiro bimestre. Meus alunos avançaram muito e após um investimento intenso na alfabetização através da leitura, tenho 20 alfabéticos, 2 silábicos-alfabéticos e 2 silábicos com valor sonoro.
Vou continuar trabalhando com os textos fatiados e exploração de letras com os quatro alunos que ainda não estão alfabéticos, mas mesmo com eles observo que a leitura diário de gêneros diversos surtiu um efeito incrível. Estão produzindo receitas, textos informativos, bilhetes, textos narrativos, etc. e reconhecendo todo o percurso de autoria. Ufa! Todo dia era trabalhado na leitura e hoje se tornou um hábito na vida deles. Que delícia observá-los se entretendo e se informando com o texto.
Mas ainda não terminamos o trabalho. Precisamos avançar ainda mais. Na leitura estão fluentes, inclusive na sílabas complexas.
Neste último bimestre trabalharemos a produção textual individual, focando na revisão e levando em conta o leitor.
Vou postar por aqui alguns textos que eles produziram durante o ano.

beijos,
Cris

sexta-feira, 22 de maio de 2009

PRODUÇÃO DE TEXTO INFORMATIVO NA 1.ª SÉRIE PODE?

Tenho trabalhado o gênero informativo desde o primeiro dia de aula e tido progressos grandes entre os alunos ( a grande maioria chegou pré-silábica ).
Semana passada após ler informações sobre o GATO, solicitei que produzissem um texto informativo e grande foi minha surpresa ao perceber que a maioria da sala (mesmo os pré-silábicos) já destacavam as marcas textuais como título e autoria sem muitas dificuldades.
Contudo, o que me chamou a atenção foi a fala de uma aluna alfabética.
- Prô, posso escrever que o gato é bonito?
- Pode. Mas você acha que as pessoas gostariam de ler isso a respeito do gato?
- Acho que não. Elas querem saber mais coisas.
Voltou e fez o texto conforme as informações que havia discutido com os colegas a partir das leituras.
Fiquei refletindo quanto tempo a criança do passado perdeu ao escrever no modelo tradicional de composição. O GATO É BONITO. A CASA É BONITA. A BONECA É BONITA. Etc.
As sílabas sempre são simples. Não há uma riqueza linguística. Porém, observo que o trabalho do professor-alfabetizador muda a concepção e amplia os horizontes do aluno.
Sinto-me diariamente desafiada a avançar em meu trabalho e fico realmente feliz quando percebo que todo o meu trabalho tem tido um retorno maravilhoso. Todos produzem. Inclusive o pré-silábico.
O foco do trabalho mudou. Antes era preciso saber escrever para produzir um texto. Hoje o contrário pode acontecer tranquilamente. Obviamente, partindo de um trabalho planejado.
O que vocês acham?
Beijos

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Livro para fazer parte da sua estante

Queridas,
Indico o Dicionário de Alfabetização de Harris Hodges publicado pela Artmed. Com definições claras dos mais variados termos utilizados no campo da alfabetização, será de grande utilidade em estudos pessoais ou coletivos, inclusive na elaboração de relatórios e teses no campo educacional.
Abraços

segunda-feira, 20 de abril de 2009

SONDAGEM - LEITURA

Dica: Faça cartões que sigam estes exemplos:

IN%UN*HJ (LETRAS E SÍMBOLOS)

287347446 (NÚMEROS)

BOI (PALAVRA CURTA)

FORMIGA (PALAVRA LONGA)

Questione: Onde está escrito palavras?
Registre suas respostas.
Se o aluno, apontar as palavras BOI e FORMIGA, pergunte:
Onde está escrito BOI? Onde está escrito FORMIGA? Como você descobriu?
Observe a idéia de quantidade de letras. Este tipo de atividade pode ser feito uma vez por mês com os pré-silábicos para que se possa ter uma idéia de seu avanço e intervir de forma mais adequada.
ABRAÇOS,

Mais sobre Matemática

Queridas,
Em se tratando de analisar as hipóteses de construção dos conceitos numéricos, temos que observar o percurso de idéias que o aluno faz, por isso, a sondagem deve ser feita individualmente, registrando-se inclusive comentários sobre os números que a criança escreveu.
Quando, de repente, uma criança tem dificuldades para escrever, diz-se que sua coordenação motora fina ainda não está desenvolvida, porém ela tem idéias sobre como escrever um número.
A sondagem serve para que possamos compreender o que a criança já conhece a respeito do sistema de numeração. Apesar de não escrever convencionalmente, ela já tem idéia do que pode ser uma dezena por exemplo, (para 19, escreve algo parecido com 90, e explica tem 0 9 e a dezena), isto possibilita ao professor realizar intervenções que não partam do 0, mas do que a criança já reconhece como número.
No dia a dia, a criança tem contato com números diversos de telefone, da sua rua, do calendário, números de páginas de uma revista, por exemplo, o tamanho de sua roupa, de seu sapato, o preço de sua sonhada bicicleta, as moedas de seu cofrinho, os números do controle remoto, etc. Ela vai construindo idéias a respeito da escrita destes números.
Lembro-me de um primo que aos 5 anos manuseava bem o controle remoto sem conhecer os números. Perguntava a ele:
- Coloque no canal X.
- Ele apertava 0 4 e o 5.
- Você já conhece os números?
- Não.
- E como você soube que eram estes os números?
- guardei vários canais na minha cabeça.
Ele ouvia as pessoas falarem que este era o canal 45 e memorizava as teclas. Rápido construiu o conceito de dezena e depois centena.
A criança pode inventar símbolos ou se aproximar dos números convencionais, isto não importa, o importante é que ela tem a idéia de que é necessário dois símbolos para escrever números acima de 10. A garnde maioria não compreende a questão do valor posicional, por isso, podemos de repente, ver uma criança de 6 anos escrever 0001 para mil. Ela tem a idéia de o nó é formado por quatro números, porém, não dá atenção ao valor posicional do 1 e dos 0.
É importante trabalhar os nós no primeiro ano(10,100,1000). Isto será a base para que a criança construa mais idéias sobre os números e avance em sua escrita. Não é necessário trabalhar de forma maçante os números.
Na sondagem:
- Escreve 17, por favor? Que número vem primeiro? Por que? Que número vem por último? Por que?
Registre o que for possível e tabule para ter referência de como você pode trabalhar com as dificuldades individuais.
Se quiser saber mais, leia:
Didática da Matemática - Reflexões Psicopedagógicas, Cecilia Parra e Irma Saiz (orgs.), 258 págs., Ed. Artmed.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Sondagem de Matemática

As crianças também constróem idéias sobre o sistema de escrita de numeração. Você faz sondagem de números com seus alunos no 1.º ano?
Sugestão de sondagem:
5 - calendário
8 - calendário
10 - nó
12 - número não transparente
13- número não transparente
15 - número não transparente
18- número transparente
25 - número transparente
30 - calendário
100- nó
165- número transparente
786 - número transparente
1000 - nó
1345 - número transparente
2009 - número de memória

Número transparente que pode se apoiar na fala para escrever 165 -100 + 60 +5
Número não transparente que precisa saber a simbologia sem se apoiar na fala: 15
Nós: 10, 100, 1000

A criança pode ter uma idéia do que é dezena, centena e milhar sem se importar com o valor posicional. Exemplo pode escrever 2 símbolos para explicar uma dezena, porém sua escrita ainda não é convencional.

Vou continuar este assunto se vocês tiverem interesse, pois se trata de como a criança constrói suas hipóteses.
Beijos,

Produção Textual

Olá, alfabetizadoras!
Relato aqui um pouco da minha rotina diária com foco na alfabetização. Começamos o ano realizando o diagnóstico de hipóteses de escrita da turma e observei uma grande quantidade de pré-silábicos com conhecimento da grafia das letras, o que já é um grande avanço, pois não partimos da garatuja e sim da hipótese de quantidade de letras.
Partindo disto, iniciei um trabalho com leitura de textos diariamente. Não me importava o tamanho, mas sim a diversidade no gênero ( fichas informativas, biografias, contos de fadas, fábulas, etc.) e a qualidade do texto, o que possiblita a ampliação do vocabulário. Em seguida trabalhamos a segmentação textual. Ou seja, solicitava aos alunos que fizessem bolinhas nos espaços entre as palavras. Isto possibilita aos pré-silábicos perceber as variações nas quantidades de letras de uma palavra, aos silábicos a possibilidade de analisar a palavra pela letra inicial e final, aos silábicos-alfabéticos a leitura da palavra dando ênfase a unidade sonora e aos alfabéticos a possibilidade de observar as irregularidades ortográficas.
Exemplo:
Texto de memória:
A*CANOA*VIROU
POR *DEIXAR*ELA*VIRAR
FOI*POR*CAUSA*DO*FULANO
QUE*NÃO*SOUBE*REMAR
Após o trabalho de segmentação, sugeria que os alunos identificassem uma palavra que começassem com C de Caio e terminasse com SA de Sávio. Além disso, trabalhávamos após este momento, a questão do título e a autoria ( se era coletiva, dupla, individual ). Em seguida, produzíamos um texto com base no texto trabalhado. Exemplo, se lemos uma ficha do Lobo-guará, fazíamos um texto coletivo, analisando as hipóteses de escrita de cada aluno, destacava sempre a necessidade de se colocar um título que desse clareza do que ia ser lido e finalmente me detinha na questão da autoria.
Bom, avalio estes dois primeiros meses de forma positiva. Eles compreenderam muito bem a questão dós critérios de um título e autoria coletiva. Na semana passada, lemos um texto sobre o mosquito da dengue e propus que produzissem um texto individual sobre o mesmo. O objetivo desta atividade não era observar as regularidades ortográficas, mesmo porque a grande maioria ainda estava em hipótese pré-silábica no mês de fevereiro (Só tenho 2 pré-silábicos agora) , mas sim focar no trabalho de critérios de escolha do título e autoria.
Grande foi a minha alegria ao observá-los organizando oralmente suas idéias e dando ênfase no que foi solicitado (título e autoria), mesmo os pré-silábicos não esqueceram destes pontos.
No meu planejamento, observo momentos de produção coletiva neste bimestre, porém mesmo que estes ainda não estejam em hipótese alfabética, espero que até o final do ano tenham construído um comportamento leitor e escritor dando ênfase ao percurso de autoria.
Nos próximos bimestres pretendo diminuir a produção textual coletiva e aumentar a produção em dupla e individual, para que os momentos de produção coletiva no final do ano, sejam somente para desenvolver o hábito de planejar, executar, revisar e reescrever.
Abraços,